sexta-feira, 6 de maio de 2011

O despreparo do comércio consegue até perder vendas certas para o Dia das Mães


Salete R. Sabino*

Na quinta-feira anterior ao dia das mães, entrei em uma loja de calçados tradicional no Centro de Brusque, determinada a comprar meu presente do Dia das Mães.  Quando cheguei no hall de entrada, fui abordada por uma vendedora pronta para me atender.
Repassei a ela informações sobre o produto que desejava e mencionei as duas grifes de minha preferência. Ela foi taxativa e, praticamente, me colou para fora da loja argumentando que não haviam chego as novas coleções de inverno destas marcas e que só chegariam no final do mês; não apresentando novas alternativas para minha escolha.
Fiquei chocada com a atitude da vendedora, de tamanha ignorância e despreparo, pois vi uma loja cheia de alternativas  de compra. E na vitrine, inclusive, calçados lindos das grifes que havia solicitado. Indignada não entrei mais em loja alguma, como se diz em tempos modernos, fiquei traumatizada! E pior... Fui para casa sem meu presente do Dia das Mães, que esse ano, eu havia resolvido comprar eu mesma.
Pois é... Reclamam dos tempos de crise, mas o despreparo de muitos profissionais é de arrepiar! E empurram as vendas para baixo e a “crise” para cima!

* a autora é professora aposentada e sócia gerente da Sabino Comunicação
   http://www.saleterozzasabino.blogspot.com/ 

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Trânsito: baixemos as armas da arrogância e da ignorância

Salete R. Sabino*

Há alguns dias atrás, como de costume, bem cedinho, eu estava lendo calmamente ao meu jornal quando ouvi um automóvel transitando em alta velocidade na avenida Primeiro de Maio (nas proximidades do Senai - Brusque/SC) e em seguida um estrondo, que me fez estremecer.
Se tratava de jovens, vindos do Tiro de Guerra que haviam colidido contra o muro de uma residência. Imagem transitar em alta velocidade nas imediações da Panificadora Wegner e do Senai, locais de trânsito intenso. Uma grande irresponsabilidade contra a própria vida e a dos outros. É preciso colocar com urgência um radar eletrônico em frente ao Senai que recebe, diariamente, inúmeras pessoas, antes que desgraças ainda maiores aconteçam.
Infelizmente, vejo também a cada semana aumentar o número de acidentes de motocicletas e atropelamentos com mortes envolvendo meninas (mulheres). Jovens ceifando suas vidas. É preciso que motoristas, motoqueiros e pedestres tenhamos a consciência de que somos humanos e mortais;  que vivemos em sociedade e que ninguém é nada e nem chega a lugar algum sozinho.
Pressa... Pressa... Pressa para quê? Enfim, baixemos as armas da arrogância e da ignorância!  Vamos dar lugar à seriedade, à responsabilidade, à tolerância, à gentileza, à educação e principalmente à preservação de nossas tão sagradas vidas!


* autora é professora aposentada e sócia gerente da Sabino Comunicação.
  http://www.sabinocomunicacao.blogspot.com/

quinta-feira, 24 de março de 2011

Presentes do Papai Noel


26 de dezembro de 2010 | N° 9032

matéria de CAPA

Um clima de alegria

“Fazer aniversário no Natal tem suas desvantagens. Na infância, nunca podia comemorar com uma festinha, porque os coleguinhas já tinham sumido. Agora, adulta, a história se repete. Todos viajam, saem de férias nesse período, vão para a praia, para a casa dos avós...

Em compensação, tem almoço especial no dia 25, a família está sempre reunida e todo mundo está feliz. É um dia festejado em quase todo o planeta. Paira no ar um clima de alegria e felicidade muito bom, contagiante. E tem presente para todo mundo, mas é claro que eu sempre ganhei um a mais, o que é melhor ainda.

E pra fechar com chave de ouro, é maravilhoso fazer aniversário junto com o Menino Jesus, que foi e ainda é uma pessoa muito especial para a humanidade!”



Carta da mãe
“Quando todos estavam comemorando o almoço de Natal, às 11h30min, eu estava tendo a benção e a felicidade de ser mãe pela primeira vez, de uma linda menina. Estávamos só nós na Maternidade Maria Auxiliadora, do Hospital Cruzeiro em Rio do Sul. Este dia foi inesquecível para mim e nossas famílias: 25 de dezembro de 1970!

A Bárbara Silvana sempre foi uma menina inteligente, carinhosa e uma pessoa maravilhosa. Eu, seu pai e irmãos desejamos nesse Natal, um feliz aniversário, cheio de felicidades e a benção de Deus.”

Salete Roza Sabino

Bárbara Sabino está completando 41 anos. Nasceu em Rio do Sul, mas mora em Brusque. Solteira, é professora da Univali.

 

Fonte:
Jornal DC - 26/12/2010 - p. 8

segunda-feira, 14 de março de 2011

Dia da Mulher

                                                                                                                                                                                                   

                                                                                                                                                              Salete Roza Sabino*

Em 8 de março comemora-se o Dia da Mulher e por isso,  março é considerado o mês da mulher. Temos muito a comemorar por nossos avanços e conquistas e reconhecer que  a cada dia estamos conquistando mais espaço em todas as áreas em nossa sociedade. Mas precisamos fazer deste mêstambém, um momento de reavaliação e reflexão.
Hoje, temos na Presidência da República uma mulher; somos maioria nas universidades brasileiras. Somos educadoras por natureza e precisamos nos conscientizar de que temos o poder de mudar a trajetória de muitas coisas negativas que a maioria das mulheres ainda enfrenta em seu dia a dia, como discriminação, violência e muitas outras diferenças que são uma questão de educação e cultura.
Educação e cultura vem de berço e a partir do momento que ensinarmos nossos filhos a respeitar diferenças, sejam elas de sexo, cor, raça ou limitações físicas teremos uma sociedade mais igualitária e feliz. Mas enquanto ensinarmos aos nossos filhos que o homem é que tem poder de decisão sobre nossas vidas e não mostrarmos a eles que existem diferenças porque um é o complemento do outro e que só com respeito mútuo, diálogo e muito amor teremos a verdadeira conquista de nosso espaço. Não querendo ser melhor e nem maior que o sexo oposto, mas como ensina Saint Exupery, “Caminhando juntos para a mesma direção.”. Vamos mostrar aos nossos filhos que “[...] em mulher não se bate nem com uma flor.” (VINÍCIUS DE MORAES).
Enfim, desejamos que todas as mulheres sejam felizes!
Parabéns!

* A autora é Diretora Administrativa e Comercial do Jornal Nosso Bairro e da Sabino Comunicação.

Educação brasileira

                Salete Rozza Sabino*
Acompanhando os órgãos de imprensa vejo a sociedade e a própria imprensa nacional, estadual e regional manifestando os problemas da educação de nosso país. Fui professora de carreira (hoje uma espécie em extinção) de 1970 a 1995. Vinte e cinco anos dedicados a educação e senti na pele a decadência da área a cada dia. Planos de carreira, valorização do profissional da educação por intermédio de pagamento de salário compatível com a função foram se esvaziando e as verbas da educação destinadas para a merenda, kits de material escolar, mochilas, uniformes, transporte e as escolas... Caindo aos pedaços e qualquer um assumindo a educação de nossas crianças.
O professor de carreira sumiu. Neste início de 2011, de 16.000 professores ACTs (de caráter temporário) que existiam cadastrados no Estado catarinense, somente 6.000 compareceram para assumir suas vagas. Os demais precisaram exercer outras atividades com remuneração que lhes deem condições de ter uma vida digna na sociedade com sua família, pois é um profissional preparado para exercer múltiplas funções com excelência.
Sumiram os concursos públicos para a efetivação de professores e quando existem, chamam meia dúzia para efetivação e o restante contrata-se em caráter temporário, sem compromisso com a educação e sem plano de carreira. É o chamado “tapa buraco”. Os salários dos professores foram transformados em paternalismo e assistencialismo e as escolas fundamentais se transformaram em depósitos de crianças e adolescentes.
Como uma bola de neve, escolas particulares e universidades entraram na mesma linha de salário. Por outro lado, o mercado está cheio de vagas para profissionais com qualificação, mas infelizmente, estamos jogando no mercado profissionais mais perdidos que cego em tiroteio.  Ou seja, baixos níveis de educação refletem em baixos níveis de produtividade. Isso já é consenso.
Precisamos ter coragem de enfrentar esta situação e exigir compromisso com a educação de qualidade em todos os níveis e a valorização do profissional da educação. Ou o Brasil vai despencar cada vez mais no ranking da educação e pagaremos muito caro por isso, num futuro bem próximo.

* Professora normalista aposentada, empresária na área de comunicação.